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Um pequeno jornal chamado A Palavra

Gonçalo Mendes Gonçalo Mendes
  • Mar 16, 2026

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A minha incursão no jornalismo é muito anterior à minha entrada no Diário de Notícias. Tinha então 16 ou 17 anos e era membro do Movimento de Estudantes Católicos Madeirenses, ao qual dedicava boa parte do meu tempo, enquanto frequentava a Escola do Magistério Primário do Funchal.

Foi por iniciativa de um dos membros um pouco mais velhos, João Carvalho — hoje um conceituado fisioterapeuta — que nasceu um pequeno jornal intitulado A Palavra (mais tarde A Palavra dos Estudantes Católicos Madeirenses, por imposição legal). Era impresso nas oficinas do então Jornal da Madeira, na Rua Fernão de Ornelas.

O mensário teve apenas seis edições, e eu só participei nas últimas cinco. Entrei de cabeça. Foi também aí que experimentei, pela primeira vez, a sensação de “fechar jornal”, trabalhando muitas vezes até de madrugada.

A aventura durou pouco: seis meses apenas. A falta de financiamento tornava impossível continuar, tanto mais que o projeto era obra de meia dúzia de jovens estudantes, ainda à procura do seu caminho profissional e sem meios para sustentar tal iniciativa.

Ainda assim, a experiência lançou uma semente que viria a florescer mais tarde e que, de certa forma, perdura até hoje — mesmo que a profissão de jornalista tenha sido entretanto abandonada, por circunstâncias que agora não vale a pena revisitar. Talvez por isso tenha aceite com naturalidade o desafio do DN, que acabou por reacender o motor de uma vocação adormecida.

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