Bem sei que o terreno ainda não está devidamente limpo. O que fiz até agora foi cortar o matagal, em especial silvado, tabaibeiros e outras plantas infestantes. Ficou tudo em cima do terreno a decompor-se.

Acontece que o silvado não dá descanso e é preciso lá voltar para o controlar, antes que uma nova floresta de silvas tome conta da coisa.
Assim, passo regularmente pelo terreno, arranco uns silvados e corto algumas plantas mais atrevidas, como fetos, tabaibeiros e outras abundâncias (não me peçam nomes técnicos, que eu ignoro — nem sei se quero saber, mas isso sou eu).
Pelo meio há sempre uns tufos de erva, mas, para já, o meu interesse é deixar o campo mais ou menos rasteiro.
Numa parte do terreno, um vizinho de longa data, o João Alberto, cultiva umas couves, cebolas e outras hortaliças, o que agradeço. Quando passo por lá, sempre “cobro os meus juros”, que é o mesmo que dizer: sirvo-me de alguns produtos.
Acontece que o tempo passa. Já vamos a meio de março e o tempo tem estado frio e chuvoso. A primavera vem aí e penso que este é o momento de lançar à terra algumas coisas, para aproveitar a força do calor que está para chegar.
Assim, não resisti e lancei à terra quatro plantas diferentes: uma árvore — lucuma — que adquiri no Centro de Desenvolvimento de Fruticultura Subtropical (CDFS), uma bananeira (vão ser precisas mais algumas), uma planta de maracujazeiro e coloquei na terra um ramo de amoreira para enraizar, fornecido por um simpático funcionário do CDFS.
Digamos que foi para “marcar” o terreno.
Agora é só esperar que a natureza faça o seu trabalho. Não costuma falhar — pelo contrário. Se alguma coisa falhar, o responsável está já identificado. Aqui a culpa não morre solteira.
Está feito!