Tem uma história para contar? Eu escrevo-a consigo.
O Cadernos de Outono vive de histórias: as que encontro nos arquivos e as que as pessoas guardam na memória. E são estas últimas as mais frágeis — quando quem as viveu parte, levam-nas consigo.
Por isso lhe faço este convite: envie-me a sua história. Não precisa de ser escritor. Basta que a conte como a contaria à mesa, num serão de família. Eu encarrego-me do resto: dou-lhe forma, verifico o que for verificável e publico-a aqui no blogue, com o devido crédito a quem a partilhou.
Que histórias procuro
- Memórias de família — o avô que emigrou, a avó que criava os filhos enquanto o marido andava no mar, a casa que se perdeu, a herança que se dividiu.
- Histórias de lugares — a levada que se abriu à força de braços, a venda onde se jogava a bisca, a festa da freguesia, o caminho que já ninguém percorre.
- Ofícios e vidas de trabalho — bordadeiras, borracheiros, carreiros, pescadores, gente dos engenhos e das fajãs.
- Episódios singulares — o naufrágio, a aluvião, o casamento improvável, a rixa que durou gerações, o milagre em que a freguesia acreditou.
Interessam-me sobretudo histórias da Madeira e do Porto Santo, mas uma boa história das nossas gentes na diáspora — Venezuela, África do Sul, Demerara, Curaçau — é sempre bem-vinda.
Como enviar
- Escreva a história por palavras suas. Meia página chega; duas ou três páginas também servem. Não se preocupe com a ortografia nem com o estilo — isso é trabalho meu.
- Junte o que tiver: nomes, datas (mesmo aproximadas), a freguesia ou o sítio, e fotografias ou documentos, se existirem.
- Diga-me como quer ser identificado — com o seu nome, apenas com as iniciais, ou de forma anónima.
- Envie através do formulário de contacto ou para o endereço electrónico do blogue.
O que faço com a sua história
Leio-a, faço-lhe as perguntas que forem precisas e reescrevo-a com cuidado, respeitando os factos e o espírito do que me contou. Antes de publicar, envio-lhe sempre a versão final para aprovação — nada sai sem o seu acordo. A história é sua; a escrita é o meu contributo.
Quando a memória tocar terceiros ainda vivos, poderei alterar nomes ou omitir pormenores, para protecção de todos.
Uma última palavra
Nenhuma história é pequena de mais. O que hoje parece um episódio banal — a matança do porco, a apanha da cana, a espera do vapor no cais — será amanhã um retrato precioso de um mundo que desapareceu. Se hesita, não hesite: escreva-me.
As histórias publicadas nesta série identificam sempre quem as partilhou (salvo pedido em contrário) e distinguem claramente a memória relatada da informação confirmada em fontes documentais.