Bilhete postal
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Escrevo para guardar o que o tempo vai deixando cair: memórias, nomes antigos, histórias de família, contos e pequenas inquietações. Estes são os meus cadernos, abertos em tempo de outono.
A ribeira brava ficou literalmente brava, incontrolável: subiu, alargou as margens, arrastou o engenho, os casebres, tudo.
Entre a rega das laranjeiras e a colheita diária da figueira, um arco-íris formado pelo jacto da mangueira inspira três experiências com figos — compota,
Todos em simultâneo, de todas as árvores do vale, os pássaros abandonaram os ninhos com uma urgência que não deixava dúvidas. O bater das asas
Investigo a genealogia da sua família nos arquivos madeirenses — registos de baptismo, casamento e óbito, passaportes, escrituras — e escrevo a história dos seus antepassados, com rigor documental e cuidado literário.
Saber maisGuarda uma memória de família, de um lugar ou de um ofício de outros tempos? Envie-ma por palavras suas — eu reescrevo-a com cuidado e publico-a no blogue, com o devido crédito. Nenhuma história é pequena de mais.
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