O Cabo Girão rende 2,2 milhões de euros e nem um cêntimo é do concelho onde está pendurado.
Quase 447 mil visitantes pagaram para atravessar o vidro sobre o precipício até Julho, mais 85% do que todo o ano de 2025. A escarpa nunca trabalhou tanto, mas quem lhe faz a manutenção continua de mãos a abanar.
Leonel Silva, presidente da Câmara de Lobos, defende há tempos que entre 10% e 15% dessa receita deveria reverter para o município. Continua a defender.
A Madeira sabe cobrar por uma vista. Ainda não decidiu a quem pertence a vista.
O penhasco, esse, mantém-se indiferente: paga-se para o ver, não para o ouvir queixar-se.
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