Uma discrição pouco discreta.
A PSP garantiu, por fim, que nunca teve conhecimento do programa da visita saudita. Ninguém geriu nada, e ainda assim os sauditas alegam violação de privacidade.
Um Boeing 787 a testar a pista, o Savoy com pisos reservados: não foi precisa fuga nenhuma. Bastaram olhos e telemóveis, os mesmos que há em qualquer aeroporto do mundo.
Achavam que a discrição se decreta? Numa sociedade com liberdade de imprensa e redes sociais, quem chega em jato real não passa despercebido. Decide-se isso antes de descolar, não depois de aterrar.
A culpa não foi de quem viu o avião. Foi de quem esqueceu que a Madeira, felizmente, não é um reino.
Share: