Luís Neves festejou os 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira a fazer o que sabe fazer melhor: transformar um problema em espectáculo.
O ministro da Administração Interna enfrenta três inquéritos-crime, dois deles urgentes segundo a PGR. Em vez de explicações, escolheu o Funchal para atacar André Ventura: “Sem provas não há acusação, há difamação.”
A plateia esperava a farda. Recebeu o desafio.
Carlos Rodrigues, vice-presidente da Câmara do Funchal, resumiu a noite em duas palavras: “vergonha alheia”. O Presidente da República ficou furioso, mas o ministro promete continuar a governar.
Da piscina que jurou ser tanque ao discurso que devia ser silêncio, o ministro tem um dom: rebaptiza os factos e espera que a desculpa chegue depois.