Quarta-feira, Abril 15, 2026
Redações
  • 2 minutos de leitura

Entrar no jornalismo

magzin magzin

Foi por um concurso literário do DN Funchal, em 1986, que entrei no jornalismo — com um ano a mais na bagagem e o segundo lugar no bolso.

Não tenho a certeza, mas, nos primeiros dias de Março dos anos idos de 1986, a minha filha do meio mal tinha acabado de nascer quando o centenário Diário de Notícias do Funchal (DN) lançou um concurso literário.

Uma das condições para poder concorrer era ter no máximo 25 anos. Eu tinha acabado de fazer 26. Tal não me impediu, no entanto, de meter mãos à obra e responder às várias tarefas solicitadas, a saber: escrever um conto, fazer uma reportagem e uma entrevista.

Nesse tempo, eu era professor do 1.º Ciclo na Escola da Caldeira, em Câmara de Lobos e, à noite, tinha uma turma de Curso de Adultos, na então Vila, que funcionava no velho edifício que tinha sido mandado construir no século XIX pelo famoso cônsul inglês Henry Veitch.

Tenho ideia de que o prazo de entrega dos trabalhos era o final de Abril. Deitei, então, mãos à obra. Escrevi um conto, intitulado “A Maria da minha calçada“, um texto de reportagem sobre o Ilhéu de Câmara de Lobos, que conhecia razoavelmente bem, e uma entrevista ao presidente da Câmara local, Gabriel Ornelas.

Entregues os trabalhos, passado algum tempo, o DN publicou os resultados do concurso, tendo eu alcançado o segundo lugar. Em primeiro lugar ficou uma jovem de 17 anos, chamada Sandra Jasmins.

Naturalmente fiquei muito satisfeito, já que o meu receio era o de que, como já tinha mais de 25 anos, os meus trabalhos nem fossem aceites.

Comente

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *