O Estado fez as contas ao contrário. Um estudante bolseiro deslocado que não arranje residência universitária no Funchal recebe uma majoração calculada sobre 404 euros mensais de renda. O mercado, esse, não seguiu o memorando.
Em Junho, o preço mediano pedido no Funchal era de 16,8 euros o metro quadrado, mais 12,1% do que há um ano. Num T1 de 50 metros quadrados, a conta dá 840 euros. É o dobro do que o regulamento considera razoável.
O apoio existe, o que já é mais do que nada, mas fixar o valor de referência a metade do preço de mercado não ajuda a pagar a renda — ajuda a fazer as contas do que falta.
Em Lisboa a fórmula repete-se, com 500 euros a competir com rendas de 1.090. A bolsa cobre a matrícula; a aritmética fica por conta do aluno.