Um piloto de recreio decidiu ser o seu próprio denunciante. Filmou a pista do Aeroporto da Madeira com um drone, publicou o vídeo nas redes sociais e, quando questionado sobre a legalidade da manobra, respondeu que na Madeira “não há restrições”.
A aplicação do aparelho, garantiu, não avisava de nada. Só que a aplicação não é lei: as zonas aéreas reservadas existem independentemente do que o software do fabricante mostra ao utilizador.
Resultado, quatro entidades a investigar um só voo. ANAC, PSP, Autoridade Aeronáutica Nacional e ANA receberam o caso — todas graças ao vídeo que o próprio autor publicou como prova de perícia.
Raramente um suspeito facilita tanto o trabalho da acusação. Como se vê, a esperteza saloia e a inteligência raramente são coincidentes. Muito menos quando está em causa o bom senso.